Escola Básica de Paço – Alvarenga: Prémio Nacional do Conto Filosófico para Crianças

À semelhança de anos anteriores, a Escola Básica de Paço, Alvarenga, participou no Prémio Nacional do Conto Filosófico para Crianças. Este concurso de âmbito nacional é anualmente promovido pela Associação Portuguesa de Professores de Ética e Filosofia Prática (APEFP) e, este ano, foi a sua VIII edição.

Tendo como base o primordial objetivo de proporcionar às nossas crianças experiências que promovam o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e social, a participação neste concurso esteve em total sintonia com o projeto que a nossa escola está a desenvolver no presente ano letivo: “Corpo e Mente: Arte em Movimento”.

O conto escrito, coletivamente, pelos alunos de 3º e 4º anos, tem como título “Tecnologias, sim ou não?”, pretendeu ser, durante a sua construção, uma oportunidade para as crianças refletirem sobre o valor das tecnologias, quando bem usadas, e, ao mesmo tempo, sobre a necessidade de não deixar que sejam um entrave a uma vida saudável, sustentável, em contacto com a Natureza e de relação com os outros. Não pretendeu oferecer respostas, mas antes deixar que os alunos opinassem e refletissem, em respeito pelas suas opiniões e pelas dos outros, levá-los a desenvolver o seu espírito crítico e a construir saberes e conceitos que os ajudem a viver em comunidade, de forma pluralista, democrática e consciente.

Atingido esse objetivo primordial, tivemos, ainda, o benefício de ser um dos vencedores deste concurso, tendo obtido o prémio de Mérito de Publicação. Sendo assim, o nosso conto fará parte do livro deste ano e será lido por muitos leitores, ajudando a passar a mensagem que lhe serviu de conclusão: num mundo e numa época em que as tecnologias tomam cada vez mais um lugar invasivo no quotidiano de todos nós, temos de nos lembrar que não são boas nem más, o erro ou o benefício estará no uso que lhes soubermos dar.

Parabéns aos pequenos escritores da Escola Básica de Paço, Alvarenga, que, para além de, a cada dia, mostrarem um maior gosto pela escrita, estão, também, a tornar-se ótimos filósofos, capazes de refletir e construir ideias próprias sobre si e o mundo em que vivem.

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