O 25 de Abril Visto pelos Arouquenses - Conversas com os Meus Avós e a Brigada da Liberdade

Através das "Conversas com os Meus Avós" e da Brigada da Liberdade, os alunos das turmas B, D e F do 9º ano e D, E e H do 8º ano foram à procura das experiências e visões pessoais dos seus avós e da comunidade escolar sobre a revolução de 25 de abril de 1974. Este vídeo é o resultado da seleção de várias entrevistas e conversas realizadas pelos alunos e cujo objetivo foi uma maior compreensão do período do Estado Novo e da realidade específica da guerra colonial, assim como das expectativas da democracia.

Quando estudamos História, debruçamo-nos essencialmente em acontecimentos fulcrais, no seu encadeamento, causas, consequências e no protagonismo de algumas figuras, que pela sua função governativa ou responsabilidade no decorrer desses mesmos acontecimentos, se destacam e consideramos, por isso mesmo, personagens históricas.

Mas a História faz-se também de momentos particulares, integrados nesse grande caleidoscópio da atividade humana e de pessoas individuais, anónimas, que inseridas nessa engrenagem, acabam por contribuir para o grande acontecimento que estudamos depois nas páginas dos manuais escolares.

Qual a importância do contributo individual, que se esconde por trás do palco, para que se destaquem os atores na cena que todos recordaremos?  

Qual o papel que os figurantes assumem no episódio onde brilham atores históricos como Salgueiro Maia, também ele, até 25 de abril de 1974, um total desconhecido da História?

Considerando a importância de ouvir a “gente comum” para a compreensão dos factos históricos que ainda estão cronologicamente tão próximos de nós, foi lançado o desafio aos alunos de 9º ano, cujos avós viveram ainda o período da ditadura e também a transição para o Portugal democrático, para que conversassem com os seus familiares mais velhos (sem sentido pejorativo!) e tivessem a oportunidade de fazer da História aprendida na escola, algo pessoal, dentro de um microcosmo familiar de memória e reflexão e a partir daí, compreendessem melhor do que falamos, quando trabalhamos temas como os autoritarismos, a repressão, a censura ou a construção da democracia.

As turmas B, D e F do 9º ano conversaram com os seus avôs e avós, e em jeito de entrevista, elaboraram trabalhos em torno destas “Conversas com os Meus Avós”. Destacámos alguns dos trabalhos que, pela sua originalidade, organização do guião da entrevista e resultado ao nível do conteúdo e da estética, mereceram a nossa atenção.

Alguns alunos do 9ºD e das turmas D, E e H do 8º ano aderiram ainda à “Brigada da Liberdade”, realizando entrevistas dentro da comunidade escolar, para conhecermos qual a perceção de colegas, professores, assistentes operacionais e técnicos sobre a revolução do 25 de abril de 1974, as suas conquistas e desafios ou o que ainda falta para cumprir as expectativas da revolução.

Este vídeo é o resultado desse trabalho de entrevistas dentro da escola, ao qual juntámos a conversa que a Maria Carreira, a Catarina Camisão, a Ana Laura Oliveira e o Samuel Teixeira, alunos do 9ºD, tiveram com o Sr. José Brandão, arouquense e antigo combatente na guerra colonial, e a sua esposa, Conceição Brandão.

Agradecemos a todos os intervenientes: aos entrevistados nas “Conversas Com os Meus Avós”, que com toda a sua generosidade nos disponibilizaram o seu tempo e as suas memórias pessoais;aos professores, colegas e assistentes operacionais pela colaboração e simpatia para com a Brigada da Liberdade.

Porque a democracia, possibilitada na revolução de abril, se faz todos os dias através das oportunidades que a escola cria e da liberdade que é nossa, é por isso nosso direito e dever preservá-la, usando a memória e o conhecimento histórico.

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