Visita de estudo do 9º ano
No dia 7 de março, as turmas do 9º ano, no âmbito da disciplina de português, deslocaram-se ao teatro Sá da Bandeira, no Porto, para assistir à representação da peça Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, uma adaptação a partir de um projeto criado e desenvolvido pela “Cultural Kids”, com encenação de António Feio.
Os alunos contactaram com a arte dramática e apreciaram o espetáculo, que teve a duração de 90 minutos. O cenário, os figurinos e a linguagem evocavam a máxima latina ridendo castigat mores, ficando bem patente a função moralizadora e lúdica da peça. As personagens alegóricas, Diabo e Anjo, assumiam o papel de advogados de acusação dos diferentes tipos sociais que iam chegando ao cais. As cenas do Parvo, do Frade e da Alcoviteira destacaram-se pela riqueza em tipos de cómico (linguagem, caráter e situação). Os alunos ficaram muito agradados com o espetáculo que, para muitos, foi o primeiro a que assistiram.
No final, os atores foram entusiasticamente aplaudidos e os alunos saíram do teatro a trautear, muito alegres e divertidos, as falas da personagem Parvo.
No período da tarde, no âmbito da disciplina de história, os alunos tiveram oportunidade de visitar o Museu da Fundação de Serralves e ter contacto com a arte e a arquitetura contemporâneas.
Fomos guiados através da exposição temporária "Not Post-Modernism. Dan Graham e a Arquitetura do Século XX", mostra do trabalho do artista americano Dan Graham, que chamou a atenção dos alunos pela alusão à história tradicional de “Os Três Porquinhos”, explorando estruturas arquitetónicas em materiais diversos, como a palha, a cortiça e o tijolo.
Os alunos puderam ainda contactar com obras da artista portuguesa Paula Rego e observar com maior proximidade a influência do surrealismo nas artes plásticas.
O projeto do artista mexicano, Oscar Murillo, na exposição “Together in Our Spirits”, evidenciou o dinamismo e interdisciplinaridade da criação contemporânea, através de um conjunto de telas pintadas por alunos entre os 10 e os 16 anos, aos quais foi dada liberdade total no desenho e pintura. Os nossos alunos puderam manusear as telas para observar o resultado da liberdade criativa de jovens da sua idade.
Apesar do dia chuvoso, passeámos ainda pelo jardim do museu, tendo uma visão exterior do edifício criado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira e da Casa de Serralves, um dos mais destacados exemplares nacionais da Arte Déco dos anos 30.
Uma oportunidade de contactar com linguagens estéticas diversas e sensibilizar os alunos para a importância da arte e da cultura.