Jornadas de Educação do AE Arouca privilegiaram os desafios da educação inclusiva
Não deixar nenhum aluno para trás é uma questão de justiça e cidadania. Esta foi uma das principais mensagens veiculadas pela docente e investigadora Dr.ª Cristina Simões, palestrante convidada para a edição de setembro de 2023 das Jornadas de Educação do Agrupamento de Escolas de Arouca, ação de formação que contou com mais de duzentos docentes do ensino pré-escolar, básico e secundário do agrupamento.
«A inclusão diz respeito a todos nós»
Conhecer e debater os desafios da educação inclusiva ganharam força num contexto em que as escolas estão cada vez mais heterogéneas, exigindo dos seus profissionais a formação e o desenvolvimento de capacitações cada vez mais adequadas a conseguir-se uma escola autenticamente inclusiva. «A inclusão diz respeito a todos nós, não é o mesmo que integração e não é um assunto específico da educação especial», esclareceu Cristina Simões, doutorada em Ciências da Educação, na especialidade de Educação Especial, investigadora do Centro de Estudos em Educação & Inovação (Ci&Dei) do Instituto Politécnico de Viseu e do Centro de Estudos de Educação Especial da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, autora premiada em estudos nesta especialidade, entre muitas outras atribuições curriculares. «Não há inclusão sem trabalho colaborativo», referiu ainda a oradora, alertando para as vantagens de se entender qual o perfil do professor inclusivo e para os princípios orientadores de um agrupamento que se pretende efetivamente inclusivo dos seus alunos: pertencer, participar e progredir.
Cinco questões para refletir
Acompanhada pela professora Helena Rodrigues, adjunta da Direção e Coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), pela Drª Teresa Barandela, dos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) e pela professora Maria da Luz Marques, responsável pelo grupo de Educação Especial, Cristina Simões expôs o seu entendimento sobre um conjunto de questões essenciais que se constituem como incentivos à reflexão por parte das escolas: «Que entendimento tem o agrupamento sobre o significado da inclusão? Como se operacionaliza a inclusão em cada agrupamento? Esta conceção está espelhada no projeto educativo? Que indicadores foram definidos para monitorizar a inclusão? Terão todos os docentes um perfil orientado para a inclusão?»
Um tema de capital importância sobre os atuais desafios colocados às escolas, numa sessão formativa que, naturalmente, suscitou esclarecimentos sobre conceitos e práticas, troca de experiências e mesmo divergência de perspetivas.