Dia Internacional da Língua Materna: “Uma língua que não se defende morre”
Nos estabelecimentos de ensino do 1ºCEB, celebrou-se o Dia Internacional da Língua Materna (21 de fevereiro), à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e no reconhecimento da importância da diversidade linguística e cultural e do multilinguismo para as sociedades.
Este dia é celebrado com a Unesco que “realça que os idiomas sustentam sociedades multilíngues e multiculturais, porque transmitem e preservam o conhecimento e as culturas tradicionais de forma sustentável”. De acordo com a ONU, “a cada duas semanas uma língua deixa de existir e com ela a herança cultural e intelectual local”. São perto de 6000 as línguas faladas no mundo, mas cerca de metade está perto da extinção. Neste sentido, é urgente preservar as diferenças nas culturas e nas línguas, promovendo dessa maneira a tolerância e o respeito entre as pessoas.
As propostas didáticas foram abordadas, especialmente, na disciplina de Filosofia para Crianças e Cidadania e Desenvolvimento, através da exploração do conto “A menina que não falava língua de gente” (ou outros), de vídeos, de imagens e de uma série de tarefas que implicavam o mirandês, uma das línguas oficiais portuguesas, da qual devemos sentir orgulho e procurar conhecer.
Os alunos tiveram oportunidade de utilizar recursos educativos digitais para tradução [RED], conhecendo, assim, sonora e graficamente novas palavras: Google Tradutor, Linguee (dicionário online).
Desta forma, os alunos perceberam que, como diria Saramago, “uma língua que não se defende, morre”.
Esta iniciativa enquadra-se no Plano 21|23 Escola +, Eixo: Ensinar e Aprender; Domínio + Autonomia Curricular, Ação: Gestão de Ciclo e Ação Aprender Integrando; Domínio: + Inclusão e Bem-Estar, Ação: Programa para competências socio-emocionais; articulado com o desenvolvimento do domínio Interculturalidade, da Cidadania e Desenvolvimento.