Cidadania Ativa por um Mundo Melhor - Maratona de Cartas no AEA

Os alunos do Curso Profissional de Animador Sociocultural da turma 10.ºF, no âmbito da área interdisciplinar de Cidadania e Desenvolvimento, associaram-se à Amnistia Internacional para fazerem ouvir a sua voz na defesa dos Direitos Humanos, através da participação na Maratona de Cartas 2017.
Num primeiro momento, com a ajuda dos professores de diferentes disciplinas, os alunos foram sensibilizados para a ação da Aministia Internacional e para a necessidade de serem cidadãos ativos na luta pelos Direitos Humanos. Nas aulas de Área de Integração, começaram por conhecer melhor a Carta Internacional dos Direitos Humanos e casos da sua violação, em pleno século XXI. Na disciplina de Inglês, analisaram vários casos de defensores dos direitos humanos que arriscam as suas vidas em prol de pessoas e comunidades em risco. Desta forma, os alunos puderam também desenvolver a sua competência linguística nesta língua estrangeira, através de materiais autênticos e muito significativos. Por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos, que se comemora a 10 de dezembro, os alunos do 10.ºF, em colaboração com alunos de outras turmas, recolheram assinaturas em defesa das diferentes causas.
Posteriormente, seguiu-se um debate, organizado em DAC [Domínio de Articulação Curricular], com os professores de AI, Português e Área de Estudo da Comunidade. Foram selecionados quatro casos (Os 10 de Istambul, da Turquia; Farid al-Atrash e Issa Amro, de Israel; Shackelia Jackson, da Jamaica e Sakris Kupila da Finlândia), cuja defesa foi atribuída a grupos diferentes. Para abrir a reflexão sobre a importância de sermos cidadãos ativos partiram do poema “Não sobrou ninguém”, de Martin Niemöller. Depois, houve necessidade de efetuar uma pesquisa orientada, para cada grupo contextualizar o seu caso e preparar a sua argumentação. O júri era constituído por três professores e dois alunos da turma que definiram os parâmetros de avaliação a aplicar. As prestações dos vários grupos foram muito apreciadas pelo júri, mas a que mais atraiu a atenção da turma e do próprio júri foi o caso da Jamaica, protagonizado por Shackelia Jackson, vítima de excesso de força policial, julgamentos injustos, discriminação e impunidade.
Esta atividade foi muito bem-sucedida, porque os alunos conseguiram envolver a comunidade escolar na luta pelo fim destas injustiças, tendo em vista a construção de um mundo melhor. Mas a maior satisfação veio do agradecimento que a Amnistia Internacional já enviou à escola pela colaboração dos alunos nesta iniciativa de cidadania ativa.