AEA no Arouca Film Festival

O Agrupamento de Escolas de Arouca (AEA) esteve representado na 13.ª Edição do Arouca Film Festival no apoio à organização e na animação cultural do evento que decorreu nos dias 11, 12 e 13 de setembro.

O grupo constituído pelos alunos: Guilherme Peres, Inês Tavares, Margarida Tavares e Matilde Silva apoiaram a organização no acolhimento ao público e na entrega e recolha dos boletins de voto durante os três dias do festival.

Os alunos do AEA que fazem parte do grupo Aerodance e da Orquestra Ligeira da Banda Musical de Figueiredo abrilhantaram o festival com as suas atuações. O primeiro grupo na abertura e o segundo no encerramento do certame.

Os alunos do AEA que fizeram parte do Campo de Férias de Santa Eulália e da "Oficina do Cinema", um workshop de realização, orientado pelo realizador Luís Campos, no ano passado, apresentaram os filmes: “Uma Aventura “Nerd”… no Campo de Férias” e “Um Tesouro em Regoufe” respetivamente.

Durante os três dias de duração, o Arouca Film Festival, da responsabilidade do Cine Clube de Arouca, exibiu 50 curtas-metragens vindas de 20 países dos quatro cantos do mundo, muitas delas em estreia mundial, estimulando a criação de novos projetos cinematográficos, colmatando a falta de apoios existentes no que diz respeito à promoção e divulgação do cinema, criando em Arouca, uma região deveras afastada dos grandes centros urbanos, um espaço alternativo ao circuito comercial e projetando alguns dos melhores filmes que se produzem a nível mundial. Aposta ganha numa descentralização da cultura e num acesso livre e mais facilitado a conteúdos de elevadíssimo valor artístico, conteúdos aos quais, o grande público, dificilmente, conseguiria aceder, fora do circuito dos festivais de cinema.

As três secções competitivas, de altíssima qualidade, abarcaram géneros que foram desde a ficção ao documentário, passando pela animação, videoclip e filmes experimentais.

O júri composto por Rui Dias (editor), José Miranda (produtor), Fernando Pinho (jornalista), César Nóbrega (jornalista) e Luís Fardilha (técnica do IPDJ de Aveiro) atribui os seguintes prémios:

“Los huesos del frio”, filme espanhol do realizador Enrique Leal, foi o grande vencedor da décima terceira edição do Arouca Film Festival arrebatando a Lousa de Ouro.

“Mi primer beso”, filme também espanhol do realizador Albert Manich Vallespí, que, além da Lousa de Prata, que distingue a segunda melhor obra a concurso, venceu ainda a categoria de Melhor Filme de Ficção.

Prémio do Público coube ao alemão “Golden“, de Kai Stänicke.

O prémio de Melhor Realização a “Flash”, do espanhol Alberto Ruiz Rojo.

O prémio de Melhor Argumento a “Die ratte”, da alemã Anja Gurres.

Nas categorias técnicas, o alemão Moritz Krämer sobressaiu com a Melhor Fotografia em “Eat” e o espanhol Carlos Lascano com a Melhor Montagem em “Lila”.

O ator brasileiro Cristiano Requião, por sua vez, ganhou o prémio de Melhor Representação, pelo seu trabalho na curta-metragem “Jennifer & Norival”.

Melhor Filme de Animação: “Vida “, do brasileiro Gordeeff.

Melhor Filme Documentário: “Luz clara”, dos portugueses Miguel Lima e Vasco Vieira.

Melhor Filme de Videoclip: “W-Magic feat. Valete – Bicho do Mato”, do português André Santos.

Melhor Filme ExperimentalSound of a million insect, light of a thousand stars, do japonês Tomonari Nishikawa.

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