As TIC: efeitos na natureza e conteúdo do trabalho

"O futuro do trabalho no mundo digital é algo que se discute atualmente e as mudanças que se adivinham são muitas. Prova disso é o que aconteceu no último ano, consequência da pandemia. As regras alteraram-se e é necessário legislar o teletrabalho, pois esta tipologia de trabalho veio para ficar, afirmam as empresas.

Na aula de Área de Integração, os alunos do Curso Profissional de Técnico de Informação e Animação Turística decidiram entrevistar o engenheiro Márcio Fernandes, na qualidade de programador de uma microempresa, em teletrabalho, há aproximadamente um ano."

Atualmente, vivemos numa sociedade de tecnologias avançadas. Neste cenário, as atividades de comunicação e de trabalho são consideradas interdependentes e evidenciam-se a partir da ação concreta do homem no processo de articulação das Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC). Márcio Fernandes, engenheiro e programador de software, de 31 anos, trabalhador na empresa GLOBE IT, em Ílhavo, na qual se encontra, há cerca de um ano, é a prova disso.

Segundo Márcio Fernandes, as competências mais importantes que um ativo deve ter numa empresa são: a comunicação, a organização e o trabalho em equipa. As novas tecnologias interferem diretamente na vida concreta das pessoas e no mundo do trabalho. As TIC tiveram, ultimamente e por força das circunstâncias, um grande incremento no teletrabalho e nas diferentes formas de comunicar. Na área da programação as tecnologias são fundamentais. Todo o trabalho se baseia na inteligência artificial.

As TIC são importantes para o desempenho da empresa em termos de organização do trabalho. Como diz Márcio Fernandes “por exemplo: marcar férias. Se uma empresa que tem 500 empregados e alguém perguntasse quando é que queriam tirar férias, chegava-se a um ponto em que nem sabiam quem já tinha tirado férias. Atualmente as tecnologias estão presentes em todo o lado”.

Como será a relação de trabalho com as TIC daqui a 20 anos? Pela intuição de Márcio Fernandes, como a inteligência artificial tem ganho força, a produção será toda feita por robots.
Sabe-se também que uma grande parte da população portuguesa não domina as TIC, o que se torna complicado, pois em 20 anos não se vai conseguir ter toda a população apta a lidar com as tecnologias, principalmente porque muitos resistem à inovação e à mudança.

Márcio Fernandes pensa que, no futuro, a máquina será a extensão do homem, mas afirma que “com a inteligência artificial a evoluir tão rapidamente, pode dar-se o contrário