Parlamento dos Jovens: Alunos e deputados debatem a violência doméstica e no namoro

“Violência doméstica e no namoro: como garantir o respeito e a igualdade?” é o tema-problema em reflexão nas escolas portuguesas no âmbito do “Parlamento dos Jovens”, uma iniciativa conjunta da Assembleia da República, do Instituto Português do Desporto e Juventude, do Ministério da Educação, da Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas e das Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. O convite à apresentação de medidas, à argumentação e ao exercício de uma cidadania ativa através da participação democrática dos estudantes na abordagem e discussão deste problema premente na sociedade portuguesa teve, no dia 6 de janeiro, um dos seus pontos altos na interação formativa entre deputados da Assembleia da República e alunos do Agrupamento de Escolas de Arouca (AEA), numa sessão matinal que decorreu no auditório da escola-sede. A iniciativa precedeu a sessão de apresentação, discussão e votação de propostas elaboradas por listas de alunos-deputados, da qual resultará a escolha da representação da escola na sessão distrital. A implementação do Parlamento dos Jovens no AEA decorre sob a orientação de uma equipa coordenada pela docente Manuela Borges e em articulação com outro programa de cidadania mais alargado, em curso na escola no âmbito da Escola Embaixadora do Parlamento Europeu.

A luta por uma causa comum: os direitos das mulheres

Aberta pelo Presidente da CAP do AEA, Agostinho Sequeira Guedes, a iniciativa de sensibilização e reflexão com os alunos foi moderada pela professora Olga Soares. “É um problema que deve ser erradicado e que envergonha a sociedade portuguesa. É nestas idades jovens que a luta contra a violência doméstica e no namoro se faz. Ao alertar os jovens para esta causa, a escola está a fazer o seu papel”, realçaram os representantes da escola. A sessão de sensibilização e reflexão que contou com os preciosos contributos dos deputados António Topa (PSD) e João Pinho de Almeida (CDS) e da candidata a deputada pelo círculo de Aveiro Ana Valente (PCP), que ajudaram à ponderação sobre um problema que envolve complexas facetas sociais, éticas, jurídicas e políticas, desde a prevenção às medidas de resolução e de protecção das vítimas. O debate estendeu-se às intervenções dos alunos, numa jornada escolar que foi mais um forte contributo para a educação sobre direitos, liberdades e garantias.

Escola já elegeu os representantes para a sessão distrital

O Parlamento dos Jovens e o tema mobilizaram a comunidade escolar. A sufrágio apresentaram-se quatro listas de alunos-deputados com as respetivas propostas de medidas para a resolução e erradicação deste problema grave da sociedade portuguesa. Num processo muito concorrido, as propostas das listas foram sufragadas por três centenas de votos dos alunos, de que resultou em primeira instância a representatividade dos alunos na sessão do parlamento escolar local. Sob a supervisão da equipa coordenadora e a colaboração da Associação de Estudantes, foi a vez de os alunos-deputados eleitos porem autonomamente a democracia em ação e esgrimirem as suas teses e argumentações. Concluído o debate e as votações, ficou constituída a equipa de deputados que representarão a nossa escola na sessão distrital do Parlamento dos Jovens, que pela primeira vez irá realizar-se em Arouca, na Loja Interativa, no dia 24 de março: os alunos Teresa Silvestre (12ºE), Afonso Cunha (12ºA) e Sofia Margarida Tavares (12ºA). Esta aluna foi ainda eleita para candidata da nossa escola à Mesa do Parlamento dos Jovens da sessão distrital, organizada pelo AE Arouca. Os alunos redigiram já a "Exposição de Motivos" do Projeto de Recomendação da nossa escola. A "Exposição de Motivos" é o conjunto de argumentos de defesa das medidas aprovadas que ajuda a explicar por que razão se considerou importante incluir, no projeto da escola, essas medidas.

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