Ciência e Ética nas V Jornadas de Ciência de Arouca

Ciência e Ética dominaram as V Jornadas de Ciência de Arouca, que decorreram no dia 13 de dezembro. A edição 2019 foi mais curta que as anteriores, mas a dedicação na construção de conhecimento e na partilha de experiências entre cientistas e investigadores das universidades portuguesas e alunos das escolas do concelho de Arouca foi o mesmo de edições anteriores.

O evento que mobiliza parcerias entre a comunidade científica e a comunidade escolar esteve aberto à participação do público e é uma iniciativa dos Agrupamentos de Escolas de Arouca e de Escariz, do Círculo Cultura e Democracia e da Câmara Municipal de Arouca, que entre outros dirigentes e docentes, estiveram representados pelos respectivos diretores e presidentes, Agostinho Sequeira Guedes, Vitor Venceslau, Adriano Brito Lhamas e Margarida Belém, autarca que esteve acompanhada pelos vereadores Fernanda Oliveira (educação e cultura) e António Tavares (ambiente). Nas escolas, durante a manhã, decorreram workshops que proporcionaram o contacto entre alunos de diferentes áreas de formação científica, tecnológica e humanística, focadas nos temas da Robótica, da Inteligência Artificial e das Energias Renováveis, na Secundária de Arouca, e de Ética e Direitos Humanos na Escola Básica e Secundária de Escariz.

Humanos e robôs

O programa da tarde decorreu no auditório da Loja Interativa de Turismo e congregou dois painéis de apresentações e discussão, que foram moderados por Manuel Sobrinho Simões, médico e professor emérito da Universidade do Porto e Jorge Gonçalves, professor catedrático da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Em destaque começaram por estar as investigações e a avaliação do impacte da Robótica e da Inteligência Artificial no presente e no futuro das sociedades, numa comunicação desenvolvida pelo docente de Engenharia Informática e investigador da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Henrique Lopes Cardoso. Na companhia do docente estiveram as apresentações de trabalhos e máquinas desenvolvidos por alunos do Curso Profissional de Electrónica e Telecomunicações do AE Arouca e das pertinentes questões éticas trazidas à discussão por alunas do AE Escariz sobre os desafios desencadeados pela generalização das máquinas inteligentes entre os humanos. A mensagem para os cientistas foi evidente: fazer e aplicar Ciência com consciência.

A energia é uma questão de sobrevivência

O tema e a problemática das energias finalizaram as V Jornadas de Ciência de Arouca. O tempo e a voz voltaram a ser dados aos alunos, principais destinatários do encontro científico. Alunos do AE Arouca descreveram os trabalhos de projeto que estão a desenvolver nas áreas das energias renováveis e do ambiente. Alunos do AE Escariz complementaram a abordagem, chamando mais uma vez a atenção para os desafios éticos decorrentes do progresso científico e tecnológico, um problema de todos e de cada um, numa altura em que a humanidade se depara com graves problemas ambientais e de consumo de recursos energéticos tradicionais e investe em novas soluções energéticas sustentáveis. O assunto foi tratado por Manuel António Matos, docente catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. “A energia não é hoje uma questão ética, no sentido de fazermos uma escolha entre o que é bem e o que é mal; a energia é hoje uma questão de sobrevivência”, alertou o investigador em sistemas sustentáveis de energia no Laboratório INESCTEC. Muitas ideias, sugestões e recomendações contribuíram mais uma vez para o sucesso da iniciativa que resulta em boas práticas, quer de parcerias institucionais quer pedagógicas para os alunos.

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