Este é o “Ciclo de Cinema Asiático”!

Por se tratar de uma região vastíssima, em extensão e em diversidade – a tal ponto que seria impossível cumprir com uma promessa de exaustividade e muito difícil satisfazer mesmo a expectativa de representatividade, foquemo-nos, pelo menos por agora, nos quatro filmes que vos apresentámos.

O cinema asiático sempre chamou a atenção dos cinéfilos e despertou a curiosidade do público interessado em cinema de qualidade. Nem sempre, no entanto, as suas obras são de fácil assimilação, colocando desafios interessantes ao público – seja pela apropriação que fazem da linguagem cinematográfica, seja pela inserção em contextos culturais às vezes muito específicos. Essas duas razões – o interesse e os desafios – animam o presente ciclo.

O “Ciclo de Cinema Asiático”, sem pretender abarcar toda a complexidade e a diversidade do cinema produzido na Ásia, reúne 4 filmes representativos, que ilustram tendências importantes da cinematografia da região.

Abrimos com “Viagem a Tóquio”, um filme de Yasujiro Ozu, onde nos é mostrado um velho casal que resolve ir a Tóquio visitar os filhos. É o pretexto que serve a Ozu para voltar magistralmente aos seus temas: o confronto entre o “velho” e o “novo” Japão, as relações familiares, o envelhecimento, a deceção e a resignação.

Em “Like Someone in Love”, de Abbas Kiarostami, Akiko (Rin Takanashi) é uma jovem japonesa que secretamente se prostitui para pagar os estudos universitários. Ninguém, nem mesmo o seu namorado Noriaki (Ryo Kase), sabe desta actividade. E ela protege esse segredo não apenas pelo medo do julgamento, mas também pela sua própria dificuldade em lidar com a situação.
Brillante Mendoza, o realizador filipino do filme “Kinatay” mostra-nos Peping que vai casar-se com a jovem mãe do seu filho recém-nascido. Para um estudante pobre da academia de polícia não se coloca a questão de recusar uma oportunidade de fazer dinheiro. Já acostumado a receber dinheiro sujo de um pequeno cartel de droga, Peping aceita, ingenuamente, uma oferta de trabalho bem pago que um amigo corrupto lhe faz. Rapidamente, Peping mergulha numa intensa viagem às trevas enquanto testemunha o
rapto e a tortura de uma lindíssima prostituta.

Fechamos com “Salaam Bombay!”, de Mira Nair que nos apresenta um drama angustiante de um menino de 11 anos que vai para a cidade grande e se junta a um mar de crianças de rua e a adultos vagabundos, que lutam para sobreviver nas ruas impiedosas da cidade de Bombaim.

Bons filmes!

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