HoraAESA de 15.06.2018

No dia 15 de Junho de 2018, a equipa HorAESA reuniu-se para produzir o último programa, deste ano letivo. No estúdio da Rádio Regional de Arouca, estiveram presentes os professores Márcia Ferreira, Isabel Gonçalves, Marta Brandão e Vitor Correia, aos quais se juntou a sua convidada, Dra. Sandra Martins (Diretora Técnica da Valência do Lar de Idosos, da Santa Casa da Misericórdia de Arouca). Neste programa demos destaque ao Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa, que teve lugar nesse mesmo dia. A música esteve a cargo dos Tribalistas, Mafalda Veiga, Pedro Barroso, La Casa de Papel e Capitão Fausto.

A data foi criada em 2006 pelas Nações Unidas e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, tendo como objetivos refletir numa questão social sensível e acabar com a violência contra a pessoa idosa.

Numa sociedade cada vez mais envelhecida (serão 1,2 mil milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2025), os idosos são esquecidos e sujeitos a maus-tratos físicos e psicológicos, quer pelas suas famílias, quer pelos serviços de acolhimento ou pela sociedade em geral. Todos os anos se registam vários casos de abuso contra os idosos e muitos mais acontecem em silêncio, sem conhecimento público. Parar os abusos verbais, emotivos, financeiros e corporais e promover a integração e o bem-estar do idoso são os desafios lançados pela celebração desta data. Neste dia a ONU relembra também que a discriminação etária é uma grave violação dos Direitos Humanos, exigindo o empenhamento dos governos, das instituições e da população para mudar a situação.

Nos últimos anos, com o avanço da medicina, os idosos passaram a usufruir de uma maior expectativa de vida. Em consequência disso, há o aumento da população idosa, tanto em Portugal como no resto do mundo. Apesar disso, a falta de informação sobre as necessidades particulares dos idosos é um problema que gera preconceito e desrespeito de algumas pessoas com esses cidadãos.

Um dos problemas do idoso em Portugal é a falta de cuidados e atenção. Algumas famílias desfazem-se dos mesmos, abandonando-os em lares para idosos. Não tendo a família por perto, esses idosos caem em depressão. Além disso, a desvalorização do papel do idoso na sociedade também causa danos psicológicos. Outro grave problema encontrado é o difícil acesso aos seguros de saúde, já que nessa fase da vida se fica mais suscetível às doenças e visitam-se hospitais com mais frequência. Com o alto risco de doenças graves e mortes, os seguros de saúde não se "arriscam" pois podem ter prejuízos.

Apesar do Estatuto do Idoso, que lhe assegura todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, a falta de infra-estruturas para esses cidadãos ainda é grande. Com a perda de algumas habilidades que vem com o tempo, é comum que os idosos se locomovam de autocarro, muitas vezes sem as adaptações necessárias. Motoristas que não respeitam e passam sem parar, e até mesmo passageiros que não se levantam, mostram como o cidadão ainda é desrespeitoso com as pessoas idosas.

Ainda há muito a fazer para que o idoso possa realmente ser acolhido por todos os cidadãos no nosso país. Programas do governo para a inclusão do idoso na sociedade, além de campanhas para a consciencialização da população, são algumas das muitas soluções para que essas pessoas se sintam importantes, não importando a idade em que estão.

0
0
0
s2sdefault