Meteorologista por um dia

Verifica-se que não obstante as alterações climáticas e os riscos a elas associados serem amplamente divulgados na escola e fora dela, a sociedade, em geral, está pouco consciente do impacto que as ações quotidianas, individuais e coletivas, podem ter no ambiente em geral e no clima em particular.
Neste contexto, o Geoparque Arouca em parceria com o EcoEscolas, e no sentido de sensibilizar a comunidade escolar para a necessidade de articular ambiente, sociedade e economia, dinamizou uma atividade na Serra da Freita onde os alunos do 11ºF – Curso Profissional Técnico Multimédia - puderam visitar o Radar Meteorológico e a Casa das Pedras Parideiras.
À chegada, a Serra brindou os visitantes com um manto de neve que proporcionou correrias, brincadeiras, momentos de alegria e despressurização.
Tanto no Radar Meteorológico como na Casa das Pedras Parideiras, os alunos aprenderam muito.

No primeiro, um dos aspetos a salientar foi como, de um momento para o outro, a vista lindíssima e de um alcance geográfico extraordinário, se transformou num manto branco e cerrado que transformou aquele recinto circular transparente numa tela absolutamente opaca.

Percebe-se, in loco , a forma como funciona um radar meteorológico e contactar com um conjunto de instrumentos antigos de medição dos níveis de precipitação, humidade, temperatura, entre outros. É incrível a diferença entre os procedimentos de monitorização climática de há décadas e os que são atualmente utilizados. As comunicações por satélite proporcionam, à receção, processamento e transmissão de dados, uma precisão e velocidade notórias e as previsões dos estados de tempo são cada vez mais fiáveis e alargadas.

Na Casa das Pedras Parideiras - Lugar da Castanheira - foi possível ver um filme em 3D que deu a conhecer o processo de formação destas “pedras” negras biconvexas que não são mais que nódulos de biotite. Estes soltam-se dos afloramentos graníticos (rocha-mãe) em virtude, pensa-se, das diferenças extremas de temperatura e dos efeitos da erosão. Por dentro têm incrustações de quartzo e feldspato que dão ainda mais magia a este fenómeno geológico tão raro no mundo.

Foi também possível ver todo um conjunto de materiais e objetos, a maior parte fabricados em Arouca, com produtos autóctones, destinados à comercialização e que facilitam a visibilidade e expansão, nacional e internacional, da nossa região.

Fotos

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